Desemboco.
Pelo preâmbulo, grande cais ao mar que fustiga, antecipo, a mão ansiosa pousada sobre a testa franzindo-se, uma galera vindoura, por distinguir da nebulosa distância azul. Cintilam mais forte os reflexos de quaisquer feixes de luz, doirados, incontornáveis. A visão, atordoada pela insuficiência de sombra, desprotegida à palpitação inebria o ser e a estética, infernal qual electricidade estática mapeada no ecrã interior onde se procurava a concentração. Medidas as forças, o tempo arrasta consigo o pulso sonhador, rebate a ilusão e afasta a personalidade.
Proa por vir, quando serás a miragem redentora, harmonia de tons na tela que pintarei por fim, os dias meus e nossos? Aporta na enseada do meu espírito, que embarcarei pleno e artístico cumpridor da maré irradiada pela verdadeira côr de mim. Até lá, mergulho a cada sétima onda num amor oceânico, sua ilustração incerta e fugaz.
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
quinta-feira, agosto 16, 2007
terça-feira, agosto 14, 2007
Desmantelamos o movimento
sob a alçada dos dias.
Ultrapassamo-nos,
e eis que a paisagem se desfoca,
eis que somos desalinho
agarrados a um passado
que nos não pertence;
chama-se estabelecimento,
precursor desfalecido pelo Cemitério do Tudo,
e nós, seus cúmplices,
revisitamos meramente,
a virtude transmudada em erro,
excepção ao vazio pessoal, meramente,
ao invés de própria
na pragmática da regeneração real e entre outros.
Tela invertida,
pois vista à memória espelhada,
só mais uma acepção dos conceitos de mim
deturpada pela emoção,
antecipando-se o resguardo
que de tais modos se disfarça.
Outro ensaio,
complexidades derivadas da simplificação
de nos perdermos aos dias vagos...
Não aceitação.
sob a alçada dos dias.
Ultrapassamo-nos,
e eis que a paisagem se desfoca,
eis que somos desalinho
agarrados a um passado
que nos não pertence;
chama-se estabelecimento,
precursor desfalecido pelo Cemitério do Tudo,
e nós, seus cúmplices,
revisitamos meramente,
a virtude transmudada em erro,
excepção ao vazio pessoal, meramente,
ao invés de própria
na pragmática da regeneração real e entre outros.
Tela invertida,
pois vista à memória espelhada,
só mais uma acepção dos conceitos de mim
deturpada pela emoção,
antecipando-se o resguardo
que de tais modos se disfarça.
Outro ensaio,
complexidades derivadas da simplificação
de nos perdermos aos dias vagos...
Não aceitação.
sábado, agosto 11, 2007
Denoto uma urgência.
Brusca,
como a ponta de um lápis imprime o seu cinzento.
Empunhando a arma de carvão,
ainda incandescente,
o imperador do que ardeu.
Extensão lânguida,
à janela
trilhada pelo sentimento sem fim,
vivendo a decrepitude
induzida pelo quente caos -
entardece.
Que das cinzas florescam os nenúfares!
dita o desespero,
raiva destroçada por personificar.
Sereis o candeeiro ténue
harmonizado com a melancolia,
sossego a reatar o rastilho da criação.
Fervilho menos.
Exproprio a dôr e a ânsia,
revolvendo refúgios escassos,
vocábulos dispersos,
a falsa vastidão de nenhures.
Escassos trechos de amizade
perpetuam-se, repetindo,
na imaginação da inquietude,
enquanto me desencontro de vós,
enquanto me procuro enternecer de esboços.
Um,
almejo a renovação,
velha fénix encostada numa esquina
esperando em silêncio.
Uma metáfora indestrinçável,
esta realidade.
Escôo as últimas gotas rubras
para a taça de que sorvo
o conceito de antídoto.
Brusca,
como a ponta de um lápis imprime o seu cinzento.
Empunhando a arma de carvão,
ainda incandescente,
o imperador do que ardeu.
Extensão lânguida,
à janela
trilhada pelo sentimento sem fim,
vivendo a decrepitude
induzida pelo quente caos -
entardece.
Que das cinzas florescam os nenúfares!
dita o desespero,
raiva destroçada por personificar.
Sereis o candeeiro ténue
harmonizado com a melancolia,
sossego a reatar o rastilho da criação.
Fervilho menos.
Exproprio a dôr e a ânsia,
revolvendo refúgios escassos,
vocábulos dispersos,
a falsa vastidão de nenhures.
Escassos trechos de amizade
perpetuam-se, repetindo,
na imaginação da inquietude,
enquanto me desencontro de vós,
enquanto me procuro enternecer de esboços.
Um,
almejo a renovação,
velha fénix encostada numa esquina
esperando em silêncio.
Uma metáfora indestrinçável,
esta realidade.
Escôo as últimas gotas rubras
para a taça de que sorvo
o conceito de antídoto.
sexta-feira, agosto 03, 2007
Do lado da contra-cultura,
tudo é uma luta
involuntária.
E perco. E perco...
Destrono-me de essência,
desatarrachadamente.
Quais os objectivos?
Em tempos, solucionei o tempo
resguardando a mente para a prática,
reservando o fracasso para então.
Mas entretanto, deixei que germinassem
novas ninhadas de bichinhos
para corroer as horas aguçadas,
e por vezes contagiá-las com doenças culturais,
essa praga tão complicada e múltipla quanto as vidas...
Custa tanto acarinhar o positivismo,
quando o que se sabe são papéis que o vendaval agride,
e quando o firmamento é inimpugnável às não-energias.
O motor faz vrummm!
São cenários de guerra,
pé no acelerador, persigam o pó!
Lancinantes velocidades
inconfessas
revolvem o planalto assolado,
e perdura a insignificância das partículas
e um bando de náufragos tossindo o desembarque,
a maré de rarefacção poluta
abstraíndo irreversível
o trilho e a vegetação
minha ou nossa.
Falhos,
os passos.
Andar e tropeçar,
ou quedar-me pelas vertigens?
Dolorosa a missão,
cravos enraizando-se nas polainas,
dilacerando...
pés esvaindo-se em incertezas vermelhas
que gritam à nossa sensibilidade,
evitamento civilizacional, camuflado,
desequilíbrio pungente
apregoado
pela carpintaria de todos,
das escolas, falsidade,
incurável amnésia,
o grupo sexuado e moderno,
apologia de conduta por papéis
facilitadores da impessoalidade personificada.
Já ninguém sabe comunicar com as flores.
tudo é uma luta
involuntária.
E perco. E perco...
Destrono-me de essência,
desatarrachadamente.
Quais os objectivos?
Em tempos, solucionei o tempo
resguardando a mente para a prática,
reservando o fracasso para então.
Mas entretanto, deixei que germinassem
novas ninhadas de bichinhos
para corroer as horas aguçadas,
e por vezes contagiá-las com doenças culturais,
essa praga tão complicada e múltipla quanto as vidas...
Custa tanto acarinhar o positivismo,
quando o que se sabe são papéis que o vendaval agride,
e quando o firmamento é inimpugnável às não-energias.
O motor faz vrummm!
São cenários de guerra,
pé no acelerador, persigam o pó!
Lancinantes velocidades
inconfessas
revolvem o planalto assolado,
e perdura a insignificância das partículas
e um bando de náufragos tossindo o desembarque,
a maré de rarefacção poluta
abstraíndo irreversível
o trilho e a vegetação
minha ou nossa.
Falhos,
os passos.
Andar e tropeçar,
ou quedar-me pelas vertigens?
Dolorosa a missão,
cravos enraizando-se nas polainas,
dilacerando...
pés esvaindo-se em incertezas vermelhas
que gritam à nossa sensibilidade,
evitamento civilizacional, camuflado,
desequilíbrio pungente
apregoado
pela carpintaria de todos,
das escolas, falsidade,
incurável amnésia,
o grupo sexuado e moderno,
apologia de conduta por papéis
facilitadores da impessoalidade personificada.
Já ninguém sabe comunicar com as flores.
quinta-feira, agosto 02, 2007
São vozes da decadência,
trinando noite dentro melodias fúteis
do sonho antecipado, rebaixado
à mísera condição de trauteio amargo.
Não te suplanto,
ó pasmo de gente que queres ser um.
São lâminas enferrujadas,
pedaços de metal impiedoso
trinchando a pele tingida de sangue,
procurando afogar o suor,
ruborizar a noite de alva escuridão,
em vão,
pois ela mesma,
a tela onde se projecta a cirurgia,
a escama de bisturi carcomida pelas traças
de sentimento, de anos dolorosos,
ela mesma é o reverso de um dia,
névoa-cegueira,
atordoada pela luminosidade absoluta,
clarões de tudo, permitindo nada
como veículos que entopem a estrada de fim incerto,
como uma armadura de bronze,
dura e seca.
Canto metálico que se ergue de um lamacento leito,
conjectura orgânica de chuva,
afogando-se no pântano da desesperança.
Longa é a distância, e a noite densa.
trinando noite dentro melodias fúteis
do sonho antecipado, rebaixado
à mísera condição de trauteio amargo.
Não te suplanto,
ó pasmo de gente que queres ser um.
São lâminas enferrujadas,
pedaços de metal impiedoso
trinchando a pele tingida de sangue,
procurando afogar o suor,
ruborizar a noite de alva escuridão,
em vão,
pois ela mesma,
a tela onde se projecta a cirurgia,
a escama de bisturi carcomida pelas traças
de sentimento, de anos dolorosos,
ela mesma é o reverso de um dia,
névoa-cegueira,
atordoada pela luminosidade absoluta,
clarões de tudo, permitindo nada
como veículos que entopem a estrada de fim incerto,
como uma armadura de bronze,
dura e seca.
Canto metálico que se ergue de um lamacento leito,
conjectura orgânica de chuva,
afogando-se no pântano da desesperança.
Longa é a distância, e a noite densa.
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